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Descubra o que é Trombose Venosa Profunda (TVP), essa doença que, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), ocorrem aproximadamente 400 mil casos por ano no Brasil. Veja também como identificar os sinais e sintomas, como se trata e como se previne esse mal.
O que é Trombose Venosa Profunda (TVP)?
A Trombose Venosa Profunda (TVP), também conhecida como “tromboflebite profunda” é a doença causada pela formação de trombos nas veias profundas. As veias são responsáveis por levarem o sangue de volta ao coração, e suas obstruções podem acarretar graves consequências.
O trombo é um coágulo de sangue que pode obstruir de maneira parcial ou total a veia. Ainda segundo a SBACV, cerca de 90% dos casos de trombose acometem veias dos membros inferiores. A complicação mais temida é quando o coágulo migra para o pulmão – quadro que pode ser fatal para o paciente.

Quais são os sinais e sintomas da trombose?
Os sinais e sintomas mais comuns da trombose são o edema (inchaço) e a dor, mas é importante ressaltar que, na maioria das vezes, a trombose não apresenta sintomas até a doença alcançar estágios mais avançados (por isso a importância do checkup vascular regular, especialmente para quem faz parte do grupo de risco para trombose.
Outros sintomas que estão associados à trombose são:
Na fase aguda:
- Aumento da temperatura e vermelhidão no membro comprometido pela doença;
- Rigidez da musculatura e endurecimento do tecido subcutâneo.
Na fase crônica:
- Escurecimento da pele na região dos tornozelos;
- Eczema (caracterizado pela formação de vesículas, pele escamosa e coceira).
Fatores que podem levar ao desenvolvimento da trombose
É importante quebrar um dos maiores mitos da trombose: que ela só aparece em idosos. A trombose venosa profunda pode acometer pessoas de qualquer idade, especialmente as que se encontram nos chamados grupos de risco. Se você está exposto a algum desses fatores de risco, recomendamos que faça o checkup vascular regularmente para diagnóstico e prevenção da trombose e outros problemas circulatórios.
A trombose é mais comum em:
- Pessoas que possuem histórico de trombose ou embolia pulmonar na família;
- Mulheres que fazem uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal;
- Gestantes na fase final da gestação e no pós-parto;
- Fumantes;
- Pessoas obesas;
- Pessoas que passaram por cirurgia de médio e grande porte e precisaram de anestesia geral prolongada;
- Tumores malignos e quimioterapia;
- Presença de varizes;
- Imobilização prolongada (causada por fatores como infarto, paralisia e até mesmo viagens
aéreas longas); - Fraturas ósseas;
- Doenças crônicas, como a insuficiência cardíaca;
- Doenças agudas, como infarto e infecções graves como a pneumonia;
- Pessoas que já tiveram trombose.
Tratamento da trombose
O diagnóstico clínico da trombose não é fácil e alguns exames precisam ser realizados (o mais utilizado é o Eco Color Doppler, ou Eco Doppler a cores, que permite avaliar o fluxo sanguíneo). O tratamento da trombose varia caso a caso e pode ser feito através da administração de anticoagulantes, fibrinolíticos ou trombolíticos. O tratamento cirúrgico é indicado em casos mais graves da doença, quando não é possível dissolver o coágulo através de medicação.
ATENÇÃO: Nunca tome remédios por conta própria, isso pode aumentar os riscos de desenvolvimento de quadros mais avançados da trombose e até mesmo desencadear complicações graves.
Sempre que notar algum dos sintomas ou se você faz parte de um dos grupos de risco acima, procure um angiologista ou cirurgião vascular para que ele possa prescrever o tratamento correto e fazer o acompanhamento necessário para você. Siga à risca o tratamento prescrito e nunca o interrompa por conta própria.
Faça um Check-up Vascular
O check-up vascular existe para identificar sinais iniciais de doenças vasculares como a trombose venosa profunda, o aneurisma, o pé diabético e o acidente vascular cerebral (AVC), com o objetivo de evitar complicações futuras para o paciente.
Ele é indicado de dois em dois anos para adultos saudáveis, a cada seis meses em pessoas com doenças crônicas e uma vez por ano para pessoas em fatores de risco, como fumantes, obesos, sedentários, entre outros.